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Revista Iberoamericana de Educación
Revista Ibero-Americana de Educaçao

Nº 42
Setembro - Dezembro 2006 / Septiembre - Diciembre 2006

Educação e cidadania
Educación y ciudadanía

Autores: Mercedes Oraisón, Ana María Pérez, Daniel Gil Pérez, Amparo Vilches, Márcia Lopes Reis, Mariano Martín Gordillo, Miquel Martínez Martín, Begoña Gros, David Contreras, Andoni Garritz.
Edita: Organização dos Estados Ibero-americanos
para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI)
Número de páginas: 208
Encadernação: brochura
Tamanho: 16,5 x 24 cm
Periodicidade: quadrimestral
ISSN: 1022-6508-X
Preço:
Subscrição anual (3 números): 60.- €
Número avulso: 25.- €

   

Resumo

Este número se quis centrar na relação entre a educação e a cidadania, mas invertendo a proposta editorial mantida até este momento. Para isso, convocamos especialistas de diversas matérias para que cada um, do seu âmbito, apresentasse as propostas que sua disciplina pode oferecer para a formação de pessoas moral e eticamente competentes no exercício da cidadania.
Por isso propomos algumas questões que, em determinado momento, fundamentaram a decisão de dedicar este número à educação para a cidadania. Será necessário incluir, no currículo obrigatório, a formação da cidadania democrática? Como e onde se aprende a respeitar os princípios democráticos? Será necessário que os cidadãos sejam unos virtuoses ou será suficiente que cumpram a lei?
As respostas são oferecidas por especialistas no ensino das ciências e da tecnologia, das relações entre a escola e a cidadania, de alfabetização científica, estudiosos da universidade como âmbito de desenvolvimento ético e moral e, principalmente, especialistas em educação em valores.

 

Sumário

MONOGRÁFICO: Educación y ciudadanía / Educação e cidadania

Introducción
Introdução

Escuela y participación: el difícil camino de la construcción de ciudadanía
Mercedes Oraisón
Doctora en Filosofía y Ciencias de la Educación y licenciada en Ciencias de la Educación. Profesora Adjunta de la Cátedra Seminario de Deontología del Departamento de Filosofía de la Facultad de Humanidades de la Universidad Nacional de Nordeste (unne), Argentina.

Ana María Pérez
Licenciada en Psicología y magíster en Ciencias Sociales. Directora del Centro del Estudios Sociales de la Universidad Nacional del Nordeste (unne), Argentina.

Educación ciudadana y alfabetización científica: mitos y realidades
Daniel Gil Pérez
Catedrático de Didáctica de las Ciencias Experimentales en el Departamento de Didáctica de las Ciencias Experimentales y Sociales de la Universidad de Valencia, España.
Amparo Vilches
Colaboradora del Departamento de Didáctica de las Ciencias Experimentales de la Universidad de Valencia. Profesora del Programa de Doctorado: Investigación en Didáctica de las Ciencias Experimentales. Catedrática de Física y Química de bachillerato, actualmente en el Instituto de Enseñanza Secundaria Sorolla, Valencia, España.

Educação para e-cidadania: entre a reinvenção das práticas cívicas e o neo-tecnicismo
Márcia Lopes Reis
Doutora em Sociologia, mestre em Educação, especialista em Supervisão e Currículo e pedagoga. Atualmente é professora titular da Universidade Paulista, Brasil.

Conocer, manejar, valorar, participar: los fines de una educación para la ciudadanía
Mariano Martín Gordillo
Profesor de enseñanza secundaria en el ies n.º 5 de Avilés, España. Además, colabora activamente en la Red Iberoamericana de Educación en Ciencia, Tecnología y Sociedad, de la OEI.

Formación para la ciudadanía y educación superior
Miquel Martínez Martín
Catedrático y director del Instituto de Ciencias de la Educación (ice), Universidad de Barcelona, España.
La alfabetización digital y el desarrollo de competencias ciudadanas

Begoña Gros
Instituto de Ciencias de la Educación, Universidad de Barcelona, España.
David Contreras
Red Enlaces, Pontificia Universidad Católica de Valparaíso, Chile.

Naturaleza de la ciencia e indagación: cuestiones fundamentales para la educación científica del ciudadano
Andoni Garritz
Docente en la Facultad de Química, Universidad Nacional Autónoma de México (unam), México.

O direito à educação como direito público: Implicações para o livro e a leitura
Jorge Werthein
Asessor da Secretaria Geral da OEI e ex diretor da UNESCO-Brasil.

Documentos / Documentos
XVI Cumbre Iberoamericana de Jefes de Estado y de Gobierno, "Declaración de Montevideo"
XVI Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo, "Declaração de Montevidéu"

NOVEDADES EDITORIALES / NOVIDADES EDITORIAIS
Reseñas de libros y revistas
Publicaciones de la OEI

 

Fragmento

Apresentação

Nesta edição da Revista Ibero-americana de Educação oferecemos um conjunto de tratamentos epistemológicos, antropológicos, históricos e pedagógicos de caráter crítico-reflexivo, que abordam a relação entre corpo, saber e poder; neles se evidencia uma preocupação comum pela relação existente entre corpo, escola e sociedade. Se contemplam alguns pontos de divergência: consideram que a escola não é neutra; vêem nela uma instituição que, através de estratégias de lugar e de enclausuramento (escolarização), aposta pela subjetivação (sustentação), pela socialização e pela objetivação; dimensionam o corpo como um espaço de tensões culturais e de operações disciplinares das instituições e dos paradigmas sociais; entendem o corpo como uma construção política, histórica, social e cultural sobre a qual se articulam redes de saber-poder.

Os textos que publicamos mostram uma grande diversidade temática, pretendem referenciar algumas das direções das representações do corporal que vêm circulando pelo interior da instituição formadora dos formadores do corpo em nossa região. O conteúdo, em seu conjunto, deixa ver alguns dos interrogantes que hoje em dia mobilizam a pesquisa universitária sobre o corporal. Se expõe, enfim, uma seleção de artigos de profissionais que gozam de reconhecimento no âmbito universitário local e/o regional por seu compromisso e por sua rigidez acadêmica.

A contribuição de Barbero se concretiza na apreciação que tem a respeito das categorias capital cultural e capital corporal, que permitem questionar o caráter universal, anistórico e anti-social com o que frequentemente se explicam o significado e os valores do corpo e do movimento na escola.

Por sua parte, Pedraz aborda o problema da diferenciação corporal. Em sua análise, retoma o debate do corpo como espaço de tensões culturais e de operações disciplinares.

Devís, FuenteseSparkes, se aproximam, desde uma pesquisa sobre as crenças, os valores e as práticas ocultas na educação física, ao problema da identidade de gênero e à sexualidade.

Enquanto a Calvo, propõe um debate sobre a educação corporal caótica e a educação corporal ordenada. Se detém nos resultados da formação corporal, estabelecendo uma clara diferencia entre corpo educado e corpo escolarizado (enclausurado).

Furlan planeja uma interessante disjuntiva sobre a relação entre qualidade educativa, convivência e formação corporal. Além disso, analiza o auge arrasador do mercado e de suas expressões teóricas, e dimensiona as infrações da qualidade e da eficiência educativas.

Runge e Muñoz, desde uma perspectiva histórico-investigativa, revisam o rol do evolucionismo social e os problemas da raça na conformação da educação colombiana na primeira metade do século xx (o corpo nas estratégias eugenésicas).

Moreno propõe um leitor metodológico para a aula, que se centraliza nos componentes dos enunciados que se deixam ver nas práticas de intervenção pedagógica do corporal. Tal leitor pode ser útil para avançar nas leituras das práticas de intervenção corporal dentro do mercado escolar.

Vaca elabora um projeto para o tratamento do âmbito corporal na educação infantil, não sem antes realizar uma aproximaação às repercussões do corpo e da motricidade na globalização do comportamento dos indivíduos.

Por último, Gil e Contreras dão conta dos conteúdos, dos debates, do manifesto final dos participantes, e das propostas de futuro surgidas no seio do Seminário «Enfoques atuais da Educação Física e os Esportes. Desafios e perguntas», que se deu entre os dias 21 e 25 de novembro de 2005, em Antigua, Guatemala.

Este número da rie foi coordenado por William Moreno Gómez, professor de Educação Física da Universidade de Antioquia (Colômbia), a quem agradecemos sua preocupada e solícita colaboração, e ao que deixamos a tarefa de apresentar-nos em uma temática definida por sua importância e pelo descuidado tratamento que teve até agora.

Roberto Martínez Santiago

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