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Está na: OEI - Publicações - Revista Ibero-Americana de Educação
N.º 44 |
Educación De Adultos |
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Autores:María del Carmen
Lorenzatti, Manuel Martí Puig, Gladys Susana Blazich, Ana Cecìlia
Togni, Marie Jane Soares Carvalho, Clara Estela Villar, María
Fernanda López, Saturnino de la Torre, José Tejada Fernández,
Francisco Ramos, Nilcéia Aparecida Maciel Pinheiro, Eloiza Aparecida
Silva Ávila de Matos, Walter Antonio Bazzo, Juan Antonio Moreno
Murcia, Eduardo Cervelló Gimeno, Celestina Martínez Galindo,
Néstor Alonso Villodre. |
ResumoA educação de adultos constituiu, durante muito tempo, uma das principias preocupações das instituições da América Latina, mesmo que o peso dessa preocupação recaiu sempre sobre o componente alfabetizador, não deixou de fazer parte da mesma, a preparação para a plena incorporação dos adultos desfavorecidos do sistema no mercado de trabalho e na vida social. A característica fundamental das políticas educativas orientadas aos adultos foi a reprodução dos critérios de escolarização infantil aplicados a uma população portadora de saberes, de experiências e de códigos culturais que definem umas necessidades de difícil satisfação a partir de um sistema como o que ainda hoje se propõe. As mudanças no significado e na interpretação dos conceitos de «alfabetização» e da «educação de adultos», motivados pelos novos requerimentos que o mundo produtivo e a realidade social suscitam, parecem ter encontrado os sistemas educativos desprovidos de respostas pertinentes e eficazes. Esta aparente falta de reflexos políticos para dar resposta às necessidades do coletivo de adultos com carências educativas tem outro aspecto igualmente preocupante: a formação de docentes especializados. Todas estas questões, sua forma de resolvê-las ou de ressaltar sua falta, vêem-se representadas no conjunto de artigos que compõem a seção monográfica deste número 44 da Revista Ibero-americana de Educação, aos quais se somam quatro importantes artigos sobre outros temas de máximo interesse. SumarioPresentación MONOGRÁFICO: Educación de adultos / Educação de adultos Formación docente y construcción curricular en educación
de jóvenes y adultos Alfabetización, formación básica y universidad La educación en contextos de encierro A escola noturna de ensino médio no Brasil Marie Jane Soares Carvalho Alfabetizar(se)nos: caminos y recorridos María Fernanda López otros temas / outros temas Estilos de vida y aprendizaje universitario Programas bilingües y formación de profesores en Andalucía Refletindo acerca da ciência, tecnologia e sociedade: enfocando
o ensino médio Los comportamientos de disciplina e indisciplina en educación
física Autores / Autores FragmentoApresentação A educação de adultos constituiu, durante muito tempo, uma das principias preocupações das instituições da América Latina. Se é certo que o peso dessa preocupação recaiu sempre sobre o componente alfabetizador, não deixou de fazer parte da mesma, a preparação para a plena incorporação dos adultos desfavorecidos do sistema no mercado de trabalho e na vida social. A característica fundamental das políticas educativas orientadas aos adultos foi a reprodução dos critérios de escolarização infantil aplicados a uma população portadora de saberes, de experiências e de códigos culturais que definem umas necessidades de difícil satisfação a partir de um sistema como o que ainda hoje se propõe. As mudanças no significado e na interpretação dos conceitos de «alfabetização» e da «educação de adultos», motivados pelos novos requerimentos que o mundo produtivo e a realidade social suscitam, parecem ter encontrado os sistemas educativos desprovidos de respostas pertinentes e eficazes. Como resultado disso, as instituições educativas centraram sua estratégia em macrocampanhas de alfabetização que, na maioria das vezes, tornam a propor, como mecanismo de continuidade, a incorporação dos adultos alfabetizados ao modelo de educação formal escolarizada. Embora desde o início da «educação popular» existam e se pratiquem múltiplas alternativas de educação formal não escolarizada, o problema do reconhecimento e certificação dos conhecimentos adquiridos segue sendo um dos obstáculos sem solução. Esta aparente falta de reflexos políticos para dar resposta às necessidades do coletivo de adultos com carências educativas tem outro aspecto igualmente preocupante: a formação de docentes especializados. Deve-se ter presente a especificidade pedagógica da educação de adultos. O adulto não é qualquer sujeito de aprendizagem, trata-se de um sujeito que tem idéias e pensamento em relação ao simbólico, a seu uso como comunicação, e seguramente terá ensaiado alguma forma de interpretação. Por outro lado, trata-se de uma pessoa com uma baixa auto-estima enquanto à sua relação com o conhecimento. Tudo isso requer uma pedagogia própria que fortaleça a auto-estima e a autonomia crescente dos sujeitos, o trabalho coletivo e solidário, a tomada de decisões e o pensamento crítico. Estas questões, sua forma de resolvê-las ou de ressaltar sua falta, vêem-se representadas no conjunto de artigos que compõem a seção monográfica deste número 44 da Revista Ibero-americana de Educação, aos quais se somam, cumprindo com o propósito já anunciado em nosso número anterior, quatro importantes artigos sobre outros temas de máximo interesse. O primeiro deles apresenta uma pesquisa sobre as relações entre os estilos de vida e a atividade acadêmica, mais concretamente com a aprendizagem no nível universitário. Constitui uma colaboração inovadora para o estudo dos elementos internos e externos para o indivíduo que influi nos processos cognitivos. No segundo, Francisco Ramos, especialista no ensino de línguas estrangeiras, utiliza como exemplo um programa de equação bilíngüe para remarcar as necessidades de formação docente que devem ser levadas em consideração no hora de pôr em funcionamento iniciativas deste tipo. Do Brasil nos apresentam uma reflexão, fundada na prática, sobre as possibilidades e conveniência de integrar o enfoque cts no ensino fundamental. As seção encerra-se com um tema clássico da educação em geral e da educação física em particular, que as atuais significações do processo pedagógico requerem revisar à luz dos atuais paradigmas educativos: o comportamento disciplinar dos alunos. A nova seção de «Recensões» dá conta de duas novidades editoriais de indubitável interesse. Miriam García Blanco resenha a obra coordenada por L. García Aretio: De la educación a distancia a la educación virtual. Por sua parte, Alfredo Ferrari nos introduz na leitura de ¿Qué hacer ante las desigualdades en la educación secundaria? Aportes de la experiencia latinoamericana, de Claudia Jacinto e Flavio Terigi. Encerra-se o número com o inventário das publicações recebidas na redação durante os últimos meses. Até a próxima. Roberto Martínez Santiago |
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